Elucidando Mediunidade/Sensitividade e Barras de Access

Atualizado: Out 29

Tive a oportunidade de atender semanalmente, por mais de um ano, ininterruptamente, uma pessoa que sofria de síndrome do pânico há alguns anos.

Cada sessão era uma manifestação diferente, sempre surpreendente.


Essa pessoa chegou com dificuldades em desenvolver uma fala linear - ela pulava de um assunto ao outro. Havia uma grande confusão mental e emocional, e tinha recorrentes crises de pânico.


A cada sessão ela acessava novos entendimentos do seu próprio processo.


Desde o início eu tive o interessante ponto de vista de que não era síndrome do pânico. Que na realidade o que havia era a ausência de entendimento do que o campo da sensitividade mediúnica proporcionava a ela.


Aos poucos ela foi compreendendo que o que se manifestava em forma de pânico, era simplesmente o piloto automático da inconsciência que fazia com que os acessos a outras realidades/dimensões disparasse a sensação de medo, pela falta de compreensão do que aquilo significava em um nível mais profundo.


Pessoas sensitivas veem, sentem, ouvem coisas que a maioria não percebe.

Elas têm um acesso constante com realidades paralelas, com a multidimensionalidade que poucos de nós vivenciamos.


Cada corrida de barras abria ainda mais esse canal de percepção - e ela acabava acessando outras pessoas, locais, energias, como se ela fosse um canal transmutador de cada coisa acessada.


Esse entendimento demorou a chegar.


Em alguns momentos essa pessoa se via trabalhando em hospitais, via outras pessoas presentes no momento da sessão dando suporte aquele trabalho - que não dizia respeito apenas a ela, mas a um campo do qual ela estava vinculada em serviço espiritual e energético.


Por vezes ela se via de outras formas, com a cabeça alongada, com o corpo em forma de barra. Por vezes tossia muito, como se estivesse liberando o excesso de ectoplasma. Sentia o ectoplasma nas mãos e esfregava na cadeira para retirar o excesso. Tinha dificuldade de falar. Relatou diversas vezes que recebia como que pacotes de informações - como downloads completos - que queria partilhar mas que a mente não acompanhava a velocidade delas - como se o filtro mental naqueles momentos impedissem que alguém além dela mesma soubesse o que ela acessava.


Muitas foram as experiências durante essas sessões. Eu me mantinha receptiva, apenas presente e sem julgamentos. Então, por mais estranhas que pudessem parecer as reações daquela pessoa nas sessões, eu mantinha minhas barreiras baixas e permitia que tudo o que estivesse ali viesse a tona, sem rotular o que se apresentava.


Ela tinha dificuldades em retornar quando a sessão terminava. Ela ficava no seu tempo, até conseguir abrir os olhos e mexer o seu corpo.


O campo dos sensitivos é extremamente sensível a qualquer estímulo.


Correr Barras em pessoas racionais requer baixar barreiras até que finalmente ela consiga relaxar um pouco.

Numa pessoa sensitiva, com o campo mediúnico ativo, ela está totalmente aberta, como se não tivessem barreiras - está em total estado de permissão para receber.


Com o tempo pude observar que, enquanto a maioria de nós vive a densidade da matéria, em comunhão com o corpo físico, identificados com a mente e as emoções, médiuns sensitivos vivem o oposto disso - passam mais tempo em realidades sutis e subjetivas, abstratas, e quando corremos suas barras é como se fosse um aterramento para aquele corpo físico, processo contrário ao da maioria, que acessa leveza quando recebe uma sessão.


Ela sempre relatava o peso que sentia no corpo - como se ela não estivesse presente fisicamente como a maioria de nós, que vive a fisicalidade intensamente.


O mais incrível de todas essas experiências é que essa pessoa numa mais teve crise de pânico como antes.

Ela ressignificou, compreendeu o seu próprio processo e alcançou ferramentas que a auxiliam a viver a sua mediunidade de forma consciente.


Por vezes ela chegava com dores nas costas, joelhos, enjoos - e ao terminar a sessão ela estava renovada. Como se toda aquela troca de energia tivesse atualizado a sua energia.


Por esse motivo estou compartilhando as experiências que vivo em consultório.


Nunca alguém saiu de uma sessão de Barras sem estar bem, independente dos acessos, liberações, manifestações que se apresentam ali.


Tudo é normal. Deixa de ser quando julgamos, rotulados, queremos explicar algo. As coisas são como são. Tudo apenas é.


Nada ocorre com as pessoas sem que elas próprias permitam. O que cada um vivencia é resultado do que ela própria já possui.


Nada nem ninguém vai fazer algo "errado" ou ser responsável pelo processo dela.


Nos como facilitadores de consciência estamos apenas proporcionando esse acesso, nada mais.

Não somos curadores. A auto-cura está presente em cada um de nós.


Já teve também experiências no campo mediúnico? Como você entende essas manifestações, e como você lida com elas?


Quanta clareza sobre esse assunto está disponível e que ainda não consideramos?


Como seria abrir nossas percepções sobre tudo o que isso é?




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